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Joinville Vôlei vira sobre o Minas, vence no tie-break e respira na Superliga

Partida teve duração de quase 3 horas e meia, com vitória de 3 sets a 2.

Atualizado em 16/01/2026 às 09:01, por Julio Cesar.

Imagem: Natan Schmidt

Joinville Vôlei vira sobre o Minas, vence no tie-break e respira na Superliga

Foi na base da superação, da entrega e de um coração que se recusou a desistir que o Joinville Vôlei construiu, na noite desta quinta-feira (15), uma das vitórias mais marcantes da temporada. Diante de um Centreventos Cau Hansen pulsando junto com o time, os joinvilenses buscaram uma virada épica sobre o Itambé Minas e venceram por 3 sets a 2, parciais de 23/25, 18/25, 28/26, 25/22 e 15/12, pela 2ª rodada do returno da Superliga Masculina 2025/26. A partida teve duração de quase 3 horas e meia e o roteiro foi daqueles que testam limites.

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Depois de sair atrás em dois sets, o Joinville precisou cavar forças onde já não parecia haver. No terceiro set, quando a derrota estava muito próxima, o time se agarrou a cada ponto, salvou match points e transformou o ginásio em um caldeirão. O 28/26 não foi apenas uma parcial vencida — foi o ponto de virada emocional de uma equipe que decidiu lutar até o último lance.

Empurrado por 1.100 torcedores, o Joinville cresceu. Ajustou o saque, foi mais agressivo no bloqueio e encontrou no coletivo — e na alma — o caminho para empatar a partida. No tie-break, cada bola foi disputada como se fosse a última. E quando o placar marcou 15/12, veio a explosão: braços erguidos, gritos presos na garganta e a certeza de um triunfo que vale muito mais do que dois pontos.

O resultado dá um respiro importante na tabela. O Joinville chega aos 13 pontos e abre dois de vantagem para o Viapol São José, penúltimo colocado e dentro da zona de rebaixamento. Mais do que números, a vitória representa confiança resgatada em um momento decisivo da competição. Curiosamente, este foi o quinto jogo consecutivo da equipe comandada por Rubinho decidido no tie-break — sinal de um time que sofre, oscila, mas não se entrega.

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Em quadra, o grande nome da noite foi o oposto Jaques. Com 25 pontos — 22 de ataque e três de bloqueio —, ele foi decisivo nos momentos mais tensos da partida e recebeu o Troféu Viva Vôlei como melhor jogador do confronto. Mas o prêmio, na verdade, ganhou outro significado. Em um gesto carregado de emoção, Jaques dedicou o troféu e a vitória ao ponteiro Marcus Coelho, que horas antes da partida sofreu uma perda familiar e, mesmo assim, escolheu estar em quadra durante todo o jogo.

Ao final da partida, Marcus não conteve as lágrimas. Visivelmente abalado, foi amparado e abraçado pelos companheiros de time, pela comissão técnica e pela diretoria, em uma cena que traduziu o espírito da noite: mais do que voleibol, humanidade, união e respeito.

Após o jogo, o técnico Rubinho fez questão de destacar a força do grupo, que esteve sem central Robert, com uma lesão no joelho, mas contou com o jovem Mateus Logan, de 21 anos, em seu primeiro jogo como titular da equipe.

O Joinville agora volta suas atenções para mais um desafio duro, contra o Suzano Vôlei, na próxima quarta-feira (21), na cidade de Suzano (SP).


Julio Cesar

Jornalista esportivo da Sport Live e Chuville Notícias.